I Mostra de encenações da Unir reúne talentos de Porto Velho

No estacionamento do Complexo Palácio das Artes uma mocinha  aflita buscava por alguém chamado Jorginho. A esperança de encontrá-lo era perceptível e sua busca inexplicável. Isso até o público entrar no Teatro Guaporé onde foi realizada a   I Mostra de Encenações da UNIR

Rodrigo de Barros (Funpar) e o professor Luciano Oliveira (Unir) na abertura da I Mostra de Encenações da Unir Foto Eliane Viana

Antes de iniciar a mostra foram convidados o presidente da Funpar, Rodrigo de Barros Pereira e a pró-reitora de Cultura (PROCEA), professora Marcele Pereira. Rodrigo destacou a parceria entre a Funpar e a Fundação Universidade Federal de Rondônia na busca de ampliar o acesso a cultura.

I Mostra de Encenações da Unir

Marcele Pereira, pró-reitora de Cultura (PROCEA) na abertura da I Mostra de Encenações da Unir – Foto: Eliane Viana

Marcele Pereira, pró-reitora de Cultura (PROCEA),  falou do compromisso da Unir na formação dos artistas e na promoção de apresentações de qualidade. “Em nome do Luciano eu parabenizo todos os professores do Departamento (de Artes), que são aguerridos, que são profissionais extremamente competentes, que vem de outros estados do Brasil garantindo que o nosso estado possa ter hoje qualidade em arte e é esse o papel dessa pró reitoria, da nossa instituição, contribuir para que eles possam ter condições adequadas de trabalho e que possam assumir espaços como esse”.

I Mostra de Encenações da Unir

Moça do Interior, de Almício Fernandes (Com Cássia Flor) – Foto Eliane Viana

I Mostra de Encenações da Unir

As montagens  apresentadas na I Mostra de Encenações fazem parte de duas disciplinas obrigatórias do Curso de Teatro: “Linguagem da Encenação Teatral” (2016/2) e “Fundamentos da Direção Teatral” (2017/1), ministradas pelo professor doutor Luciano Oliveira. Em cena foram apresentados cinco espetáculos para a plateia que foi prestigiar a Mostra.

Moça do Interior, de Almício Fernandes (Com Cássia Flor) – Foto Leonardo Valério

Uma paixão avassaladora deu o tom da primeira apresentação. Cássia Flor iniciou sua performance no estacionamento do Teatro e convidou o público a compartilhar com ela essa busca por amor verdadeiro. O solo envolveu o público, que acompanhou com expectativa a esperança da “Moça do Interior” e torcia para que o desfecho da história fosse feliz, mas desilusão  também fez parte da dramaturgia dirigida por Almício Fernandes.

Negritude, de Agrael de Jesus (Com Amanara Brandão) – Foto: Leonardo Valério

Amanara Brandão trouxe a resistência, cores e beleza de Negritude, de Agrael de Jesus. Em cena a discussão do racismo em suas várias formas e disfarces alertou o público para hábitos arraigados na cultura brasileira e que transmitem para gerações futuras o sentimento de inferioridade para os negros.

A Velhinha que dava nome as coisas, de Vavá de Castro (Com Teo Nascimento) – Foto: Eliane Viana

A terceira apresentação da noite foi “A velhinha que dava nome as coisas”, com direção de Vavá de Castro e atuação de Teo Nascimento. A peça mostra a vida simples de uma simpática senhora que dá nome aos objetos que a rodeiam, mas esquece de falar seu próprio nome. Baseado no texto  homônimo de Cynthia Rylan.

Avenida Molier 1025, de Cássia Fllor (Com grande elenco da Cia de Artes Athos) – Foto: Leonardo Valério

Avenida Molier 1025, com direção de Cássia Flor aborda atitudes de cristãos com relação ao ajudar o seu próximo. Comportamentos que sugerem a falta de atitudes positivas quando se trata de ajudar quem está sofrendo ou ter um olhar diferenciado e empatia com a dor do outro. Os personagens foram interpretados pela Cia de Artes Athos.

Pela Pele da Mulher, de Taiane Sales (Com Jaque Luquesi) – Foto: Leonardo Valério

O encerramento foi com a performance de Jaque Luquesi “Pela Pele da Mulher”,  com direção de Taiane Sales. O espetáculo traz para a cena a discussão do universo feminino diante do machismo predominante. Violências cotidianas através da agressão verbal ou do terror psicológico. Uma mensagem forte e necessária para que o público reflita e contribua na mudança do cenário atual.

I Mostra de Encenações da Unir

Luciano Oliveira encerra I Mostra de Encenações da Unir

Após apresentações as performances foram avaliadas tanto pelo público quanto pelos professores do Departamento de Artes. É necessário destacar a importância desse tipo de evento para conhecermos os talentos locais. Foi prazeroso ver veteranos como Téo Nascimento e novos talentos como Cássia Flor no palco. Para quem acompanha o cenário das artes cênicas em Rondônia este tipo de apresentação enriquece e incetiva futuras produções. Já estamos na expectativa para as surpresas da próxima mostra.


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