Coco de Tebei encerra programação do Sonora Brasil

A dança é ritmada pelas pisadas no chão – Foto: Leonardo Valério

O ritmo cadenciado das pisadas contagiou o público que prestigiou a apresentação do Coco de Tebei. O espetáculo encerrou a programação do Sonora Brasil 2017 em Porto Velho na sexta-feira (02), mostrando a riqueza e diversidade da cultura brasileira.

No repertório cantigas de roda entoadas pelas cantadeiras – Foto: Leonardo Valério

O grupo formado por agricultores e tecelões de Olho D´Água do Bruno, na cidade de Tacaratu (PE), compartilhou os costumes e a tradição que fazem parte da comunidade.

Cada um se apresentou e falou um pouco da importância e como surgiu o Coco de Tebei – Foto: Leonardo Valério

Na fala tímida dos componentes do grupo é explicado para a plateia que o surgimento do Coco de Tebei foi em virtude da construção de casas de taipa, onde a comunidade se juntava para amassar o barro que iria “taipar” as residências. Esse trabalho era feito ao ritmo da dança de roda.

Três casais dançam durante a apresentação – Foto: Leonardo Valério

Os integrantes do grupo não escondem o orgulho de mostrar este trabalho em outras partes do país. Para Nivalda Rosa Gomes do Nascimento está sendo um privilégio. “Já viajamos o Brasil quase todo”. Edilane dos Santos, diz que representar o estado e a tradição da sua comunidade é uma honra. “Estou aqui com a minha mãe e com minha tia, com quem aprendi dançar e está sendo maravilhoso”. Genivaldo Lira dos Santos tem 54 anos e desde os 7 pratica o Coco de Tebei. “Aprendi com meus pais, que aprenderam com os avós e hoje passamos aos mais novos essa tradição”.

Três casais dançam durante a apresentação – Foto: Leonardo Valério

Janaína Maria dos Santos tem 20 anos e representa a geração mais nova. “Para mim é muito gratificante,  é minha cultura, vem de onde eu venho e fazer parte disso está sendo maravilhoso. Acabamos de iniciar o Circuito, esta é nossa segunda apresentação e dá muito orgulho de trazer nossa cultura para vocês”. O geólogo Victor Valverde participou dos quatro dias e percebeu a diferença de estilos na dança do coco. “Eu gosto muito da cultura nordestina, mas não sabia que era tão rica assim, várias frentes diferentes de coco, foi ótimo”.

Nivalda Rosa Gomes do Nascimento é uma das cantadeiras – Foto: Leonardo Valério

No centro do Teatro Um, apenas o som das vozes femininas entoando cantigas e a dança dos casais animam a plateia que ao final é convidada a se juntar ao grupo formado pelas cantadeiras Maria do Carmo de Jesus, Nivalda Rosa Gomes do Nascimento e Maria Nazaré Nunes dos Santos, e pelos dançadores José Lira dos Santos e Janaína Maria dos Santos, Edna Nivalda do Nascimento Silva e Agnaldo José da Silva, Genivaldo Lira dos Santos e Edilane dos Santos.

Foto: Leonardo Valério

Em 2018 o tema será: Bandas de música: formações e repertórios’, que traça um panorama das tradicionais bandas que, espalhadas por todo o Brasil, são reconhecidas como importantes instituições formadoras de músicos, responsáveis pela base da educação musical de um grande número de instrumentistas que hoje integram orquestras e conjuntos de câmara.

No final todos foram convidados a participar da dança – Foto: Leonardo Valério

No final todos foram convidados a participar da dança – Foto: Leonardo Valério

No final todos foram convidados a participar da dança – Foto: Leonardo Valério

Coco de Tebei (PE) – Foto: Leonardo Valério


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