Bira Lourenço

Bira Lourenço no show Sons de Beira – Foto: Eliane Viana

Bira Lourenço é filho de Ana Barros e Raimundo Lourenço, é rondoniense nascido na Maternidade Darcy Vargas e não esconde seu amor a família. Manipula sons desde criança e mostra que a música está em tudo e em todos os lugares com objetos do nosso cotidiano.

Seu talento é reconhecido em várias áreas como teatro, cinema e dança, colaborando com sua trilha sonora. Admira o trabalho de Naná Vasconcelos, percussionista brasileiro conhecido internacionalmente por seu trabalho.

Desenvolve trabalho musical com portadores de necessidades especiais, onde a recompensa vem através da influência e transformação que a arte proporciona.

Seu mais recente trabalho pode ser visto no show “Sons de Beira”, onde divide o palco com o músico Catatau e que já tem sua próxima apresentação marcada para o dia 16/07.

Bira Lourenço e Catatau no show Sons de Beira – Foto: Eliane Viana

Agenda Porto Velho: O que é música para você?

Bira Lourenço: Conceituar música eu considero algo quase que pessoal, pois depende das informações, ferramentas e principalmente a capacidade sinestésica de cada um. Essa música “formal” que conhecemos, seja popular ou erudita, são fragmentos da MÚSICA.   Quando muitos autores conceituam a música como: uma combinação de sons…, eu concordo, desde que nos reportemos aos SONS que nos inspiram, que são a essência dessa música sistematizada em forma, cadência, melodia, harmonia, ritmo, etc. A natureza, os ambientes, através das suas “PAISAGENS SONORAS” constituídas por seus SONS nos presenteiam a todo instante com a MÚSICA, para isso é imprescindível o exercício sinestésico da percepção. A MÚSICA está em tudo, vamos percebê-la e nos apropriarmos.

Agenda Porto Velho: Como é manipular o som?

Bira Lourenço: O som é que me manipula, o apelo de ser tocado vem do som eu tento passar para as pessoas a sensação que me moveu para tal, o silêncio também possui som.

Agenda Porto Velho: Como é mostrar o mundo dos sons a pessoas especiais?

Bira Lourenço: Uma experiência desafiadora, repleta de inquietações onde não cabem fórmulas, abastecida por uma relação de afetividade que nos fortalece no exercício da cidadania.

Agenda Porto Velho: Em quem você se inspira musicalmente falando?

Bira Lourenço: Minhas referências são inúmeras, citarei algumas: Naná Vasconcelos, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Tom Zé, Steve Reich, John Cage, Stockhausen, Murray Schafer e meu pai Raimundo Lourenço,  quando colocava uma lata de leite vazia e emborcada embaixo do beiral da casa  para que ficássemos ouvindo o gotejar da chuva.

Agenda Porto Velho: Como é trabalhar com arte em Porto Velho?

Bira Lourenço: Penso que os processos criativos dependem da sensibilidade, percepção e predisposição para acontecerem, depois a gente corre atrás de montar/produzir e, nesta segunda etapa, valem os recursos próprios, os amigos, o sempre parceiro SESC e algumas iniciativas públicas, ainda tímidas,  mas que já acenam para possíveis investimentos mais contundentes.

Bira Lourenço no show Sons de Beira – Foto: Eliane Viana


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